sexta-feira, 9 de abril de 2021

Os filhos de ninguém - 1 - Sobre o fio do destino

Durante muito tempo, vaguei pelas florestas tentando recordar na pratica como era caçar e comer algo ainda pulsando em meus dentes, aquele sangue grosso misturado com fagulhas de ossos enquanto o vento gélido bate em meu rosto, me faz querer voltar para onde fui a muito tempo expulso, onde tinha apenas morsas e peixes mais escamosos em uma fogueira que quase se extinguirá por conta do frio que parecia enfraquecer os ossos e do vento que conseguira cortar minha pele. Sim, aquilo era minha casa. 

Eu me revestia de pele grossa em meus abrigos, nas pernas botas tão grossas como o tronco que sustentava minha lembrança de um abrigo, hoje minha pele acostumou-se com tudo, as poucas cicatrizes não mais existem, porque minha pele se engrossou tanto como um carpete da experiência, da dor, das limitações. Eu era só um desgraçado que andava de vila em vila, de porta em porta. Sinto falta dos meus amigos. 

Sim, eu tinha amigos no galope das ondas dos mares, da mãe água. Eles me ensinaram tudo que sei sobre atravessar países, enfrentar os perigos, me cercar de duvidas sobre as intenções de um sorriso ingênuo, de um belo corpo, e por conta disso eu quis trilhar meu caminho só, para estar em lugares que antes não poderia ter frequentado, por ser um guarda costas magrelo de um excelente contrabandista. Foi tentando a honestidade que conheci o quão o mar era profundo, cruel, sorrateiro e prega muitas peças, pois foi no véu das águas que fui levado para meus inquisidores. 

Um homem que quase esqueceu seu próprio nome, a natureza desgraçada que carrega, de repente se viu no destino de um fio de um machado cujo justiça era torpe. Mas eles não queriam saber, um homem grande em meio a soldados armados, julgado como um vadio que quis atravessar a fronteira. Imbecis me empurraram no mesmo balaio de outros guerreiros, para morrer junto com eles. 

Pelo honrado império eu estava quase agradecendo que eu não mais sofreria nas noites de luar, por não dormir sem sentir dor e agonia, muito menos sentir gosto de carne crua e grossa amargando meu despertar. Ou pelo menos o honrado império achou que teria essa honra. 

*O sol aparecia timidamente entre as nuvens, o vento era cortante como um bom lugar de Skyrim deve ser, entre matos e estradas de pedras quebradas e gastas por tantas vezes receber o duro peso de carroças, tropas e guerras, mais uma vez era testemunha de comboio de carroças que levavam honrosos guerreiros para onde suas vidas seriam extintas. o balançar daquela estrutura era atordoante e enjoativo para quem não tinha costume, soava sons de vômitos em meio a madeira e o cheiro de merda de cavalo se misturava com a sensação angustiante de medo de muitos e orgulho de poucos, por estarem com a vida por um fio, mas com a certeza que algo maior os esperava. *








*Na escola, soldados imperiais liderados por um General cujo a expressão de dever cumprido era quase disfarçada por um olhar vitorioso de um homem que cumpriu bem sua missão, junto a ele, seus soldados com expressões julgadoras prontos para levarem aqueles que seriam o lixo retirado de um problema que muito cresceu, cujo suas mentes acostumadas com dias de morte estavam apenas estavam marchando para aquilo que eles sabiam fazer e foram treinados para tal, até os cavalos pareciam pisar mais pesado, o porte parecia mais firme, a vitória da uma imagem curiosa para cada ser que ali estava* 

Prisioneiro indaga consigo mesmo: Sim, minhas vistas embaçadas, eu tinha dores que não eram só as costumeiras, havia ardências de golpes, golpes covardemente desferidos quando minha conciencia estava quase se perdendo, eu podia sentir a lembrança do golpe, mas não o rosto de quem me rompeu o juízo naquele momento, meus machados estavam no cu de algum desses obedientes seres do império, que mais um vez fizeram bem o seu trabalho, isso não é um elogio

*Os animais que ali passavam eram testemunhas, as arvores que o vento balançavam e que faziam até galhos inteiros caírem estavam prestes a ser cumplices do trabalho imperial, as vistas daquele homem que sentava e ali destoava dos demais devido a seu porte físico finalmente se abriram. Estavam embaçadas, com olhos que eram uma mistura de lagrimas secas e remelas de um rosto que a muito tempo não sabe o que é uma água fresca sobre eles, se deparava com um soldado que apesar da morte o estar abraçando com todos os seus tentáculos, sorria gentilmente e me saudava como um velho amigo.*


Ralof: Hey você, finalmente acordou...
Você estava tentando atravessar a fronteira, não é? E caiu nessa emboscada imperial, conosco e com esse ladrão. 

O prisioneiro pensa: Eu só conseguia esboçar um sorriso irônico, como alguém que estava tão acostumado a fugir e encarar o perigo de repente se vê em um fim da linha tão inesperado, caindo em uma armadilha devido a sua exaustão. de estar fazendo aquilo que ele estava tão acostumado a fazer, foi traído por ser apenas um ser que se cansava, se exauria, como todo mortal que se prese, só me cabia respirar profundamente, aceitando que ali poderia ser o fio que estava prestes a se romper

*Logo a frente, na parte direita de seu olhar, um ladrão estava em um misto de medo e fúria, como de quem não aceita o que o destino podia ter preparado para ele. como todo bom homem amante da vida, ou temendo o remorso dos erros que só a morte poderia lhe dar em fim que principia.*


Lokir: Malditos Stormcloaks. Skyrim estava bem até vocês aparecerem. O império era bom e preguiçoso



Prisioneiro reflete: Eu não sei porque, mas o homem com a mordaça na boca respirando profundamente depois da fala do ladrão soou terrivelmente engraçado, eu devo estar enlouquecendo. 


Lokir: Se eles não estivessem procurando por você, eu poderia ter roubado aquele cavalo e estar na metade do caminho para Hammerfell


Hey! Você. Você e eu não deveríamos estar aqui. São esses Stormcloaks que o império quer.


Ralof: Somos todos irmãos e irmãs prisioneiros agora, ladrão 

Soldado Imperial: "Cala a boca aí!"


Lokir: E o que há de errado com ele, hein?

Ralof: Cuidado com a língua. Você está falando com Ulfric Stormcloak, o verdadeiro Rei Supremo.


Prisioneiro: Ulfric Stormcloak? O homem que representa a honra e a moral desses soldados que marcham para a morte e o descanso, seu olhar parece sereno apesar de tudo, morrer pelo que se acredita deve ser algo fantástico. Porque não conheci isso em vida... 



Lokir: Ulfric? O Jarl de Windhelm? Você é o líder da rebelião. Mas se eles o capturaram ... Oh deuses, para onde eles estão nos levando?


Ralof: "Não sei para onde vamos, mas Sovngarde nos espera."

Prisioneiro reflete: Naquele momento percebi que era Sovngarde que os motivava a encarar o fim de cada história com expressões tranquilas, era aquilo que os impulsionava a andar com paixão pelo vale da morte, respirei tão profundamente enquanto admirava a nuca nojenta do carroceiro que me conduzia para o algoz que estava preparado para mais uma corriqueira execução que faria naquela manha de céu nublado. 

Será que Sovngarde estaria me esperando também? 


Lokir: "Não, isso não pode estar acontecendo. Isso não está acontecendo!"


Ralof: Ei, de que vila você é, ladrão de cavalos?


Lokir: "Por que você se importa?"


Ralof: Os últimos pensamentos de um Nord devem ser em seu lar.

Prisioneiro reflete: Eu me pergunto qual era o meu lar até ali, era a vila em uma ilha gélida, onde meus vizinhos eram nórdicos tradicionalistas em seus costumes e uma imagem de criador de tudo? 

Era o gelo, as morsas, os peixes e a floresta que tive que aprender a chamar de casa, assim que me jogaram para a sorte com uma ferida mal curada em meu peito, cujo apenas a minha vontade de viver aceitou ser cobaia de uma vontade de alguém que me fez dobrar meus joelhos e chama-lo de "pai", me dando assim oportunidade de ser a caça que aprendeu a ser um voraz caçador, por pura e qualquer necessidade? 

Era o navio de meu velho e bom amigo contrabandista, junto com outros três diferentes seres que um dia me senti feliz em chama-los de irmãos, mesmo fazendo algo que eu não estava orgulhoso em fazer, e que só agora me faz ver o quão eu os amava, diferente de seus pensamentos, histórias e dores. Onde ali sangramos, sorrimos, bebemos, trabalhamos e conhecemos lindas mulheres juntos. Sobre o juramento sobre o crepúsculo depois da tontura de tanto hidromel.

Onde meus últimos e confusos pensamentos deveriam ir agora? 


 Lokir: Rorikstead. Eu sou ... Eu sou de Rorikstead.

Ralof: Oh sim, terra boa, gente boa... 

*O instante de calma da voz quase chorosa e tremula do ladrão se esvaiu quando o soldado que estava na guarita do vilarejo que as carroças adentravam gritou em um tom firme e autoritário de voz*


GENERAL TULIUS, SENHOR! O CARRASCO ESTÁ ESPERANDO!


Em um tom firme, autoritário, porém mais comedido de voz, o imponente general de armadura dourada, com ar ainda soberano em seu olhar apenas responde *  

Tullius: Ótimo. Vamos acabar logo com isso.


Lokir: Shor, Mara, Dibella, Kynareth, Akatosh. Divinos, por favor me ajude.

*Como era nítido o medo do miserável ladrão de cavalos* 


Ralof: Olhe para ele, general Tullius, o governador militar. E parece que os Thalmor estão com ele. Malditos elfos. Aposto que eles têm algo a ver com isso.


E parece que os Thalmor estão com ele. Malditos elfos. Aposto que eles têm algo a ver com isso.


Aqui é Helgen. Eu costumava me dar muito bem com uma garota daqui. Me pergunto se Vilod ainda está fazendo aquele hidromel com Bagas de Junípero.


Engraçado, quando eu era menino, as muralhas e torres imperiais costumavam fazer eu me sentir tão seguro



Haming: "Quem são eles, papai? Para onde estão indo?"



Torolf: Filho, volte para casa agora

Haming: Mas pai, eu queria tanto ver os soldados. 

Torolf: O que eu acabei de dizer? 

Haming: Está bem, pai. 





Capitã do exercito imperial: Tirem os prisioneiros da carroça, agora!

Soldado: Entendido capitã. 





Lokir: Por que estamos parando?

Ralof: Por que você acha? Fim da linha. Vamos. Não devemos deixar os deuses esperando por nós.


Lokir: Não! Espere! Não somos rebeldes!
Ralof: Enfrente sua morte com alguma coragem, ladrão.


Lokir: Você tem que dizer a eles! Não estávamos com você! Isso é um erro!


Capitão Imperial: Dê um passo em direção ao bloco quando chamarmos seu nome. Um de cada vez.


Ralof: O império adora suas malditas listas. 


Hadvar: "Ulfric Stormcloak. Jarl de Windhelm.

Ralof: "Tem sido uma honra servir a seu lado, Jarl Ulfric!

Prisioneiro admira: A seriedade sem temor do Jarl de Windhelm é realmente espantosa, um olhar que transparecia não estar arrependido, de quaisquer coisas que poderia ter feito ou imputado em seu nome. A bravura de marcar até a morte é algo a se admirar em qualquer desgraçado que está prestes a encarar o fio impiedoso do machado do carrasco.  


Hadvar: Ralof de Riverwood.


Prisioneiro reflete: Ralof apenas sorria, alegria de um homem que não só caminhava para o vale da morte, mas ia em direção a ele com a sensação de dever cumprido, algo completamente satisfatório para qualquer nórdico, eu sinceramente sinto falta de achar que posso estar morrendo por algo, se eu pudesse voltar atrás, talvez defendesse um ideal seria uma forma perfeita para um ser esquecido pelo mundo defender, ser lembrado.

O prisioneiro perdido em seus pensamentos, se assusta com os gritos desesperados de Lokir ao tentar fugir de forma fracassada de seu destino.


Não, eu não sou um rebelde. Você não pode fazer isso!

Capitão: Pare! é uma ordem.

Lokir: Você pode vai me matar!

Capitão: Arqueiros!"


Alguém mais quer correr?

*Os experientes arqueiros dispararam suas flechas fazendo o corpo do jaz ladrão de cavalos ser crivado com as pontas geladas da morte perfurando pele, carne, ossos, os rasgando facilmente, um grito urrado de dor só faz os presentes entenderem que foi uma decisão agonizantemente errada, seu corpo cai pesado, grãos de poeira são levantados com o impacto, seu rosto tomba forte, sangue das partes atingidas e também em forma de temporária esfera sai de sua boca quando ela abre involuntariamente pela desobediência de um corpo a perder suas funções*


Prisioneiro se impressiona com o fato pouco pensado e desesperado do pobre ladrão de cavalos e pensa: Pobre diabo, jamais poderia pensar que esse era um caminho inevitável para todos, seu corpo ali todo ferido de flechas certeiras, que não só o incapacitaram como pouco a pouco estão roubando sua vida, foi uma atitude tola, desesperada, de alguém que talvez não pensasse que iria morrer, um pecado que todos pensamos, que a imortalidade nos abraça quando a morte não é cogitada. 


Hadvar: Espere. 
Você aí. Dê um passo à frente. 
Quem é você?


Prisioneiro reflete: Eu poderia ter dito tantas coisas naquele momento para aquele pobre coitado que só estava cumprindo ordens. Poderia ter feito um olhar intimidante, uma pose assustadora, ou até mesmo de desdém. 

Tantas coisas eu poderia ter dito, que sou de uma guarda que eu não sei direito como funciona, que sou o caos das florestas gélidas de uma ilha que a muitos anos não mais pertence ao povo de Skyrim, que eu sou o terror de todas as lendas, e que todos os seres temem o ser que é chamado de Skepna por aquele que através da floresta diz me proteger, mas decidi apenas em um grunhido quase que rosnado, que foi só o que minha garganta com muita sede e fome conseguiu emitir, saiu de meus lábios um nome que eu achei que tinha esquecido que tinham me batizado. 

Kjetill...

Hadvar: Sinto muito por esse ser um péssimo momento para voltar a Skyrim, compatriota. 

Kjetill: Eu não sou seu compatriota, eu sou um Skaal...

Hadvar: Hummm... Capitã, quais são as ordens? Ele não está na lista. 

Capitã: Esqueça a lista, ele provará de nosso machado. 

Hadvar: As suas ordens capitã
Sinto muito, que triste circunstancia em conhecer alguém como você. 
Siga o capitão prisioneiro

Kjetill então reflete: Circunstancias, tantas circunstancias poderiam me afastar do dia de hoje, mas não posso reclamar, mesmo eu tendo que ser um filho das matas e da caça, eu vivi por mim mesmo, com a liberdade gélida em meus cabelos, tendo calos e feridas no lugar de luvas, como uma vez um velho amigo me sussurrou "a luva de um homem são os calos do trabalho, então tais circunstancias que esse obediente soldado me pôs na cabeça jamais existiram, pois sempre fui livre e livre morrerei, assim como esta gente. Será esse um bom motivo para morrer? pela liberdade que as circunstancias me fizeram ter... 


*Kjetill via o tal General Tullius se aproximar do Jarl Ulfic com o peito estufado e com certa empáfia em seu olhar, como se ali decretasse o fim daquele homem amordaçado, e mais uma vitória para o império*


General Tullius: Ulfric Stormcloak. Aqui em Helgen o consideram um herói. Mas um herói não usa um poder como a "Voz" para assinar seu Rei e usupar-lhe seu trono


*Kjetill antes de se questionar sobre qualquer coisa, ouvia os grunhidos daquele homem que estava prestes a ser assassinado por ser o que entendemos como um regicida, não se entendia da distancia onde Kjetill estava, mas alguns nórdicos estavam de certa forma rindo, o que fez Tullius ficar furioso e aumentar seu tom de voz demonstrando certa raiva* 




 General Tullius: Você começou essa guerra, mergulhando Skyrim no caos e agora o Império vai acabar com você e finalmente restaurar a paz. 

Kjetill apenas sussurra: Esse baixinho pau no cu...

*Os céus ecoam um rugido feroz, que retumba os cantos daquele lugar que ja seria nosso destino final, a terra ali tremia, o que poderia ser aquilo, o vento aumentava, os cabelos de todos balançava violentamente e elmo de alguns soldados imperiais tinham que ser segurados com as mãos para que os mesmos não caíssem em pleno chão e todos instantaneamente olhavam para todas as direções onde as vistas pudessem enxergar do céu. 

Hadvar: O que foi isso?


General Tullius: Não é nada. Continue.


Capitã: Sim, general Tullius
Dê a eles seus últimos ritos

*Assim disse a capitã para dar inicio para o fim de cada ser que ali estava com seu destino prestes a ser encerrado na mão do carrasco. respirei profundamente e só conseguia olhar para o nublado ironicamente belo de Skyrim naquele momento, como as noites frias de minha tão amada terra, que me foi tão ingrata, mas que dentro de mim um sentimento nostálgico me bateu naquele meu coração que desconhecia a lembrança de tal sentimento* 


Sacerdotisa de Arkay: "Enquanto recomendamos suas almas a Aetherius, bênçãos dos Oito Divinos sobre você, pois você é o sal e a terra de Nirn, nosso amado ..."

*Heis que a voz do soldado que estava prestes a ser executado, em um tom bravo apenas exalta*


Soldado Stormcloak: Pelo amor de Talos, cale a boca e vamos acabar com isso.

Sacerdotisa de Arkay: Como desejar.

*Devida a situação no mínimo inusitada, algum soldados riram de maneira leve, entre lágrimas da morte que principia e a frase no teor de humor daquele bravo soldado, era um acalento em meio ao cheiro do fim que invadia minhas narinas e me fazia com que eu perdesse as linhas temporais de minhas vagas lembranças.*




Soldado Stormcloak: Vamos logo, caso não saibam, eu não tenho a manha toda. 

*Empurrado pelo pé da capitã, ali deitado em cima da pedra fria, ele demonstra um sorrido enquanto olha bravamente para o seu carrasco e indaga*


Soldado Stormcloak: Meus ancestrais sorriem para mim, Imperiais. Vocês podem dizer o mesmo? 



*O carrasco fez seu trabalho, e levantou impiedosamente o machado da justiça que ele acha que sabiamente obedece e o crava no pescoço do soldado que ali falecia, se ouvia ao longe o barulho do aço cortando a pele, depois os ossos, se misturando com o sangue que saia e pingava na lamina do machado, no aço da bota da capitã, que o corpo morto ela empurrava com o pé, cujo a cabeça caia rapidamente na caixa de madeira soando o estalar da mesma quando a decapitação foi feita e os cabelos batem nas paredes de madeira daquele recipiente


*Algumas pessoas gritavam que os imperiais eram cães, e outros decretavam a morte dos soldados que ali estavam, que eram chamados como o nome de seu líder. os Stormcloaks *




Ralof: Tão valente na morte quanto foi em vida. 


*Assim que aquele corpo deu seus últimos espasmos de vida, como se o céu estivesse revoltado com tal ato estava novamente rugindo ecoado ao som de um animal tão demoníaco, que faria qualquer guerreiro imponente sentir a urina sair de seu pênis e escorrer pelas pernas, novamente ali a terra tremia, sentindo as estruturas de madeira das casas estalarem e balançarem, o vento parecia aumentar ainda mais a intensidade, novamente a atenção de todos se voltava para o infinito bloqueado por nuvens cinzas de um céu que parece estar alertando a todos de algo, porém em um ato completamente protocolado, é ignorado*

Hadvar: De novo isso, o que seria afinal?

General Tulius: Já disse que não é nada, e continuem com isso o mais de pressa possivel, já estou impaciente. 

Capitã: Sim senhor General. Próximo prisioneiro

 
Hadvar: Para o bloco prisioneiro, com calma, por favor. 

*Kjetil entre sussurros e pensamentos apenas diz: Eu não tenho muitas opções, não é? 

*Enquanto se prepara para enfim abandonar sua vida breve, ele faz o que achava ser sua ultima reflexão: Acho que dessa vez não tenho mais como tentar uma fuga, tantas vezes que fugi das grades injustas de homens autoritários, eu engulo saliva pela ultima vez, assim como adentra em meus pulmões ultimas nesgas de ar puro. Sentirei o vento em meu rosto e meus olhos vão se fechar em breve, afinal, eu acho que eu me cansei de tentar fugir, de temer que o próximo olhar que bateria em meu rosto me reconheceria e gritaria meu nome para o guarda mais próximo. Eu não vou poder sonhar mais com o rosto de minha mãe chorando enquanto impiedosamente meu pai concordava com nosso Shaman, e me expulsava de nossa vila tendo apenas 15 luas completas. Acho que não tenho mais o porque pensar em meus poucos amigos daquele lugar, e muito menos aquele bom contrabandista imperial que desconfiado me acolheu, e bêbado na ultima viagem me chamou de irmão. Eu não posso reclamar, para um pedaço maldito de existência eu vivi bastante, comi as melhores comida, lutei as mais grandiosas batalhas, transei com mulheres tão belas como o sol que invade o lusco fusco para dar uma nova vida para esse mundo. Eu não tenho mais porque chorar, mesmo que parece ser lento o pé da capitã batendo em minhas costas para que eu me ajoelhe diante de meu carrasco, que certamente me vê como mais um entre tantos que vão ser jogados como carniça em buracos sem identificação. Logo minha cabeça estaria naquela caixa de madeira junto ao apaixonado nórdico. Sinto que não iremos juntos para os portões de Shor... Será que essa seria minha vontade? Porque me pergunto, eu não tenho mais como me responder. Não há mais choro nem saudade, se a vida é feita de culpa e arrependimento, eu vivi sempre a exceção disso. Talvez seja a única coisa que me motiva em meu inevitável fim.


*Com expressão completamente neutra o carrasco observa Kjetill sabendo que estava prestes a dar a sentença como tantas vezes ele já o fez em toda sua vida como carrasco, era só o seu trabalho, mórbido, sórdido e natural, como a morte é tratada por aqueles que sabem que um dia ela nos abraça carinhosamente, prestes a levantar seu machado para enfim dar um ponto final naquela história que ele não conhecia, novamente o rugido que antes parecia do céu dessa vez soou mais próximo, das nuvens surgia uma forma negra e vermelha, e os gritos daquela poderosa garganta eram ensurdecedores, todos os corpos vivos ali presentes tremiam só com a vibração do som que parecia uma garganta do inferno que ironicamente se abria do céu, aquilo parecia uma morte alada, ou era só delírio?*


*Era algo completamente inesperado, de asas abertas como o preludio de uma morte certa, saudava em sua majestosa imponência a sua própria chegada, a sensação de terror e horror que ali provocava. Alguns homens de coragem antes exaltada por eles mesmos, sentiam o meio de suas nádegas escorrer merda entre as pernas que ali já perdiam sua movimentação, caindo assim sentados onde estavam, acho que nenhum ser vivente poderia imaginar algo de tamanha grandeza, e de certa forma beleza, o machado erguido do carrasco que parecia tão imponente e implacável, se rendeu a um pouso pesado, tremulo, que rachou as paredes da estrutura de pedras que sustentava aquela criatura negra como a escuridão das vistas da morte, e vermelha como o liquido de vida que estava prestes a sair do corpo do já entregue Kjetill. a terra tremeu, um grito como um trovão rasgado e furioso era soado, os ouvidos dos ali presentes absorviam o som como uma ponta afiada envolta de outras pequenas navalhas que rasgavam até o o cérebro. era algo que fazia a cabeça de alguns tremerem, achando que poderiam até explodir. Aquele soberano carrasco ali tombava com uma criança diante da grandeza daquele ser terrivelmente amedrontador. As forças que antes estavam extintas tiveram uma sobrevida, as pernas de Kjetill em uma tentativa de erguer-se tentava ali se manter ereto quando um soldado Stormcloak gritava : UM DRAGÃO!!!!




*Seu grito que mais parecia um trovão fez o vento que antes parecia forte, se intensificou a ponto de novamente Kjetill cair de joelhos, e derrubando também outras pessoas que juntaram um pouco de juízo para procurarem um abrigo em meio ao mundo que parecia acabar. Era um jato forte que levantava um muro de poeira grossa e deslocavam pedras que a centenas de anos estavam cravadas ao chão como se fosse um mero peso de papel. Como se bastasse um grito ainda mais alto ele deu, o céu trocou para uma coloração avermelhada como a séculos não ficava para aqueles olhos elficos que então testemunharam tal evento, e pedras gigantescas caiam do céu, era o fim do mundo para muitos. Tulius ainda juntando forças para tentar entender tal situação, em um grito desesperado ordenou: Alguém mate aquela coisa!!!!



*Os Deuses estariam ali de uma forma bizarra estavam me dando uma nova chance de viver, um sinal estranho e terrivel de que estaria ali sendo minha hora, ou aquela cerimonia de morte e terror zangaram os Deuses a tal ponto de não merecermos mais essa terra, assim pensava Kjetill com seus olhos cobertos de terra, embaçados tentando entender tal cena, sentiu braços que o levantavam com uma força tamanha, que ele não entendeu se aquilo tudo fazia parte da mesma realidade, ali ele entendeu, era Ralof*

Ralof: Hey homem, levante-se! Vamos lá, os Deuses não nos darão outra chance! 

*Ralof puxava o atônito Kjetill pelas cordas que o amarravam, com uma calma surpreendente, como se o desespero de uma criatura gigantesca cuspindo fogo logo atrás deles poderia ter os salvo da inevitável morte pelas mãos do carrasco, queimando mulheres fazendo seus corpos se rasgaram com as línguas quentes que saiam das chamas da boca do dragão, junto com crianças pequenas facilmente tombadas mortas não só pelo tapete quente, mas também possivelmente de medo, cujo os braços homens que ali podiam restar estavam sendo devorados pelo calor e pelo fogo que tampada qualquer criatura viva como uma parede impenetrável. *

*Ali a frente estava uma torre, onde estavam também Ulfric Stormcloak já sem sua mordaça e sem suas amarras. Havia também corpos queimados de fracassadas tentativas de sobrevivência, soldado amparando as feridas de outro que no chão estava. vísceras queimadas e misturadas com pedaços de madeiras cravadas apenas davam um toque grotesco aquela cena atipica*


Ralof: Jarl Ulfric! O que é isso? As lendas poderiam ser reais? 

*Uma sabia resposta que só a obviedade de um homem que estava acostumado com o horror, como um guerreiro experiente que todo Jarl demonstra ou se prova ser, responde em uma voz grave e ecoada*


Jarl Ulfric: Lendas não queimam vilarejos.



Ralof: Suba pela torre, vamos lá!

Stormcloak: Eles estão feridos, mas eles vão viver. Mais um segundo lá fora com o dragão, e os dois estariam mortos ...

*Ralof vendo que Kjetill ainda parecia muito atônito, ele apenas disse em um tom firme de voz enquanto andava sua direção batendo em seus ombros*

Ralof:  Vamos! Comigo, suba a torre!

*subindo a escadaria em corredor em "caracol" haviam muitas pedras no caminho que bloqueavam a passagem, pedras essas que desabaram do tremor dos meteoros que ali caíram*

Stormcloak: Só precisamos mover algumas dessas rochas para limpar o caminho!

*Após o final de frase, o bravo soldado que antes subira com com Ralof e Kjetill não contava que a parede se romperia fazendo as pedras que antes eram tão protetoras, o mataram quando o esmagaram contra a parede de maneira instantânea, como se não mastasse uma enorme parede de jamas era vomitada pelo dragão o que não tinha mais deixado duvida sobre o destino daquele homem, o calor mesmo de longe parecia fazer a pele derreter e arder, saindo pequenas nesgas de fumaça dos trapos de Kjetill. Kjetill não entendia, porque ele escutou de uma forma clara o que soava como "Incêndio Inferno sol", ele não entendia, porque um dragão diria aquilo... ele pensava que ali alucinava, diante do terror*

 






*O dragão só tinha pela sorte mais uma vez de Kjetill vitimando apenas um pobre soldado stormcloak, então levantou voo, no que antes subiu um calor que em uma longa distancia já fazia a pele dos dois sobreviventes arderem, as paredes que tinha um enorme rombo estavam ainda mais castigadas, com algumas pedras ainda em chamas e soltando fagulhas*

Ralof: " Está vendo a pousada do outro lado? Pule pelo telhado e continue indo!

*Entre o enorme buraco havia realmente uma pousada que mal dava para ver o buraco que também estava feito em seu teto, era uma grande distancia e altura para se saltar, mas isso não estava amedrontando Kjetill naquela altura desse dia completamente atipico, e sim que Ralof parecia que não o seguiria*

Kjetill: Como assim? E você? Vai ficar? Está maluco??

Ralof: Vá! Nós o seguiremos quando pudermos!



*Kjetill sobre protesto acabou aceitando, respirando profundamente, tomando uma curta distancia, correu com os pés completamente descalços sobre as pedras quentes das chamas do terrível dragão, e da nuvem de fumaça que saia da cratera se enxergava um homem grande e loiro pulando como um louco fugindo do inferno para chegar ao outro lado, a pousada aberta por um lugar que não era uma porta e nem estava escrito "boas vindas" mas era o que acolheu seu pouso desengonçado, com as pernas tocando o solo de madeira que devido ao peso de Kjetill multiplicado com a altura de onde ele vinha saltando, soava como rachado e algumas partes até se quebraram, e também levando aquele prisioneiro a cair dando uma cambalhota involuntária no chão deslizando cheio de dores para o buraco que estava sobre o segundo o andar, que mal e dificultosamente se mantinha seguro com as mãos sobre a borda do buraco, para absorver o segundo impacto, mas a inercia o fez balando para frente como um pendulo, e com sua barriga batendo no teto do primeiro andar da pousada (chão do segundo andar) fez suas mãos perderem a firmeza e o fizeram cair de costas ao limpo do chão, mais uma dor entre as outras somadas, que só poderiam esboçar um reclamar doloroso e tremulo*

Kjetill: O fio do machado não era uma má ideia.

Hadvar: "Haming, você precisa vir aqui. Agora! Torolf!"

*O dragão novamente cuspia sua labareda de fogo que apenas o brilho das chamas quase cegaria quem passasse por perto.*

Hadvar: Deuses, para trás. Todos. PARA TRAS!

*Levantando para tentar sentar, para firmar suas pernas para o impulsionar a ficar de pé, pela porta da frente ele via Hadvar tentando proteger com bravura um senhor um velho e possivelmente seu neto dos passos que pareciam tremores do fim que eram os passos daquele negro dragão. *

Hadvar: Para trás prisioneiro, para trás de mim. 



Alduin: "Yol ... Toor ... Shul"


Hadvar: Ainda vivo, prisioneiro? Fique perto de mim se quiser continuar assim. Gunnar, cuide do menino . Eu tenho que encontrar o General Tullius e me juntar à defesa deles. 

Gunnar: Deuses lhe guiem, Hadvar. 

Hadvar:  Fique perto da parede prisioneiro. 

*Kjetill pacientemente estava seguindo as ordens do então preocupado, atento e bravo Hadvar, e seguindo perto da parede para que aquele dragão não nos vitimasse. Mas ele pousa sobre o topo da parede que parecia ser segura em meio aquele inferno, suas asas estavam entre nós, e elas pareciam tão grandes e duras como uma torre fortificada, só ali Kjetill pode ver as escamas negras, e visivelmente duras como as rochas centenárias que estão cravadas nas montanhas, onde o vermelho da pele do dragão parecia pulsar, como a respiração quente do mesmo que preparava mais um jato intenso e quente de chamas que possivelmente pode ter vitimado ainda mais pessoas que sem sucesso tentavam fugir. 


*Ali estava Tullius em uma mistura de posição de luta e também preocupado com os magos que estavam de alguma forma deter aquele imenso ser alado de pele escamosa, junto dele estavam soldados e civis feridos, mortos e alguns tentando ajudar de alguma forma. Todos estavam misturados e juntos em meio ao fogo, corpos, membros desmembrados cujo o corpo pode ter sido devorado ou pulverizado. o imponente general Imperial em meio ao cenário que nem seus piores pesadelos poderiam ter desenhado isso em seu ressonar*

Hadvar: Rápido prisioneiro, siga-me!
Tullius: Hadvar! Para a fortaleza, soldado, estamos saindo!






Hadvar: Somos você e eu, prisioneiro. Fique perto!

*Enquanto Hadvar encontrava um meio de sair daquele tumulto infernal junto a Kjetill, ao longe o nórdico loiro encontra seu companheiro de julgamento, morte e também de certa forma seu salvador, isso o fez sorrir aliviado em saber que o bravo soldado Stormcloak estava vivo, ao mesmo tempo Hadvar demonstrando furia e medo gritava a todos os pulmões querendo ser ouvido em meio a tantos gritos desesperados, de dor, labaredas ensurdecedoras e edifícios em pleno desabamento.*

Hadvar: Ralof! Seu maldito traidor. Saia do meu caminho! 

*Ralof é visto com um belo machado de duas mãos empunhado, parece que não só conseguiu sobreviver, mas se rearmar com muita facilidade


*Havia desapontamento, medo, raiva, rancor, magoa naquela troca de olhares que pareciam eternas, dois lados opostos que pareciam ser muito mais fortes que qualquer laço de amizade, cumplicidade, irmandade e fraternidade, mesmo com a possível morte de todos pelas garras daquele dragão temível, eles ainda tinham tempo e disposição para por suas armas prontas para atacar o que já estava aquebrantado muito antes de nós sabermos se esse movimento que sucedeu a guerra foi o suficiente para que algo que salta as vistas que era forte foi assim, tão esmagado* 


Ralof: Estamos fugindo, Hadvar. Você não está nos impedindo desta vez.

Hadvar: Tudo bem. Espero que aquele dragão leve todos vocês para Sovngarde.

Ralof: Você! Vamos, para a fortaleza! 

Kjetill então reflete: Dois possíveis amigos separados por ideologias, politicas, lideres, a voz deles carregavam tristeza, dor, rancor, uma certa saudade. Queria poder ter a capacidade de dizer qualquer coisa que os fizessem fugir juntos deste terrível fim, porém aqui me despeço desse tal Hadvar, que parece ter escolhido um lado equivocado travestido de honrado, porque afinal de contas escolheria um lado que me prendeu sem nem eu perguntar quem eu era, me torturou mesmo comigo sem meus sentidos, me jogou como um saco de merda em uma carroça preso sem uma acusação. Ralof me parece um bom homem, e posso sentir que eu poderia segui-lo para qualquer lugar, inclusive para minha talvez segunda chance, como ele disse que os Deuses nos deram. Gostaria muito que Talos finalmente olhasse por mim, mesmo eu sendo uma maldição. 

*A fortaleza estava logo a frente e Ralof ao ver que Kjetill o seguiu, abriu um aliviado e feliz sorriso, e juntos procuravam refugio desesperadamente abrindo as enormes portas do lugar que também, mesmo de longe ardiam com o calor das chamas que queimavam todo lugar, os dois se sentiam como se estivessem dentro de uma imensa fogueira que envolvia toda Helgen, era até um alivio que dentro da escura estrutura emparedada não tinha chamas, calor escaldante, muito menos gritos de inocentes morrendo. Como Kjetill queria aproveitar o momento para tentar entender o que estava havendo. Quem sabe descansar, mas o impaciente Halof viu um de seus compatriotas mortos em pleno chão de lado da estrutura, e ali ajoelhou-se um pouco choroso* 


Ralof: Vamos nos encontrar em breve em Sovngarde, irmão. 

*Respira profundamente e tenta se recompor tanto em sentimento como corporalmente se mantendo novamente de pé*


Ralof: Parece que fomos os únicos que conseguimos
Aquela coisa lá fora é um dragão. Sem dúvida. Como nas lendas e histórias que nossos país e avôs nos contavam quando crianças. O anúncio do fim dos tempos. 

Kjetill: Se o fim dos tempos foi apenas anunciado hoje, que os Deuses olhem por nós quando for realmente o seu final. 


Ralof: Oh sim, sem duvidas, não vamos ter a sorte de corrermos e nos abrigarmos como agora. Alias, tire esses trapos velhos e sujos que aqueles cães lhe vestiram. 

Pegue as coisas de Gunjar. Ele não vai mais precisar. 

Venha aqui. Deixe-me ver se eu posso tirar essas amarras. 


*Kjetil enfim liberto tenta com seus braços sentar o corpo daquele homem para facilitar as retirada de seus trajes de soldado, para tentar ali vesti-lo, Ralof vira de costas para o mesmo para que possa tirar aquilo que parecia mais um saco de batatas do que uma roupa, para então vestir as botas, as cotas de malha e o peitoral daquela que era uma armadura legitima de um nórdico, pesada, resistente, que se moldava ao tamanho e musculatura do mais bruto soldado. Kjetil olha para seu próprio cabelo, e entre os fios de cabelo que caem sobre seu rosto, ele se observa como um soldado, e um sorriso se abre, finalmente vestido como algo honroso, um soldado Stormcloak. 


*na sua mão direita empunhava um machado, de fio que ele não sabia que estava o suficiente, mas que o servia muito bem para qualquer tipo de eventualidade que arriscasse sua vida, um traje completo e uma arma, finalmente ele se sentiu vivo de novo. 

Ralof: Droga, você parece um dos nossos agora. Não podemos perder mais tempo, devemos ir andando, antes que novamente sejamos capturados por soldados Imperiais, e a essa hora devem estar a procura de qualquer nórdico que tenha o dom de andar. 

*Perto dali, havia uma porta com grades, Ralof se dirige até lá com uma certa pressa, porém ele depois de muito tentar, não consegue abri-la

Ralof: Droga. Não há como abrir isso do nosso lado.
Talvez um desses imperiais que nos caçam tenham a bendita chave. 

*Se foram mais uma vez os Deuses ouvindo a conversação, ou o acaso que ali nos ajudou, mas duas vozes diferentes soavam dentro daquela estrutura, vinham em direção ao lado oposto em que estávamos* 

Ralof: Imperiais... Se esconda, rápido, eu pego o da esquerda e você o da direita. 

*Kjetil entende e barulhos de corrente sendo puxadas arrastando na parede são ouvidas, Kjetill levanta e grita tão alto que faz aquele que era uma capitã e um soldado imperial comum se distraírem, o que Ralof aproveita para cravar seu machado nas costas da capitã com toda a força que tinha fazendo ela gritar de dor e tentar juntar forças em um ato desesperado de tentar reverter aquela situação, mas ela encontra sua história ali acabando quando ao mesmo tempo suas pernas perdem ar forças assim como seus sentidos, Ralof apenas sente o sangue quente escorrer sobre suas mãos banhando o aço de seu machado, nisso o soldado se distrai, o que é uma oportunidade perfeita para que Kjetill desfira com sua mão direita uma machadada com toda a força, com o movimento de mão de sua para baixo, uppercut perfeito com o machado que ele desfere entre a mandíbula no lado direito, atravessando-a e sentindo o jorro de sangue sobre seu peito e face, junto do que parecia ser parte da pele da faze com fagulhas de ossos, não dava para peceber naquele momento, pois com a força do golpe, o corpo do soldado girava 180 graus e caindo assim de barriga sobre o chão, de costas para Kjetill e Ralof* 

Ralof: Wooow, belo golpe homem, e que força? O que você é afinal? um animal? 

Kjetill: Pior, sou um Skaal. 

Ralof: O povo nórdico da ilha de Solstein? Estamos falando com um legitimo homem de nossa bela espécie, esse dia esta me surpreendendo cada vez mais. 

Mas deixando a empolgação de lado, me ajude a procurar as chaves desse lugar para enfim podermos sair desse inferno. 

*A parceria que foi construída entre o fio do machado no pescoço de cada um, estava começando a dar certo, e os dois ficam juntos e dali tentam escapar, eles vão adentrando logo após que Kjetill tira do bolso do corpo morto as chaves para a liberdade que principia. Então eles abrem a porta e com muita cautela descem as escadas pouco iluminadas atentos a qualquer ameaça que pode se fazer presente. logo ao virar a direita, uma porta de madeira é a primeira coisa que se avista, e um longo corredor depois é revelado no andar da dupla, mas não deu tempo de ver o que ou para onde se podia ir, já que houve novamente um tremor de terra provocado pelo dragão e varias pedras caíram tampando a extensão daquele corredor deixando apenas a porta antes avistada, com o impacto junto ao tremor, Kjetil e Ralof firmam seus pés e dobram seus joelhos para que não pudessem ali tomar um grande tombo* 




Ralof: Tenha cuidado!


*Ralof depois que o tremor rápido passou, ele volta a estar completamente ereto e olha para Kjetil de sobrancelhas erguidas e um riso irônico* 

Ralof: Droga, aquele dragão não desiste fácil.


Kjetill: Que nossa perseverança seja maior que a vontade que esse dragão tem de matar tudo que se move

Ralof: HÁÁ esse é um pensamento inteligente amigo. 

*Os dois depois de breves palavras e reflexões sem relevância para o momento decidem abrir com cuidado a próxima porta, a que sobrou depois do desmoronamento, e novamente escutam vozes que não são familiares a Ralof, e pelo sotaque que demonstram ter, certamente são imperiais. sorrateiramente Ralof adentra e se esconde em uma sombra na parede oposta ao lado que os guardas vasculhavam. Era outro soldado de patente maior e um soldado comum, Ralof e Kjetil decidem esperar o momento certo para atacar. Ralof como mais experiente decide correr para o lado do soldado de armadura prateada e desfere um golpe certo na cabeça calva dele, ele até tenta levantar sua espada para fazer o movimento a impulsionando-a para frente, porém o fio no machado crava na cabeça do homem, que soa o barulho ruído do aço rompendo a caixa craniana em pedaços e logo pedaços do cérebro junto a muito sangue também se esvaem daquele soldado. O de patente menor tenta desembainhar sua espada, mas sua ultima visão foi um nórdico furioso com um machado em uma de suas mãos desferindo um golpe com um misto de força e inercia de sua corrida, o pobre desgraçado não teve tempo de pensar, apenas de sentir que o fio do aço perfurava suas costas próximo da nuca e primeiro osso da coluna, ossos se partiram, uma poça de sangue ali era feita, e ao lado de seu superior o soldado tombava. Por enquanto a dupla de fugitivos nórdicos estava completamente triunfante na fuga*


*Os dois nórdicos contemplavam a morte de seus inimigos, foi um ataque combinado de excelente execução, mesmo com as suas forças que pareciam demasiadamente extintas. o sangue ainda escorria e era audível*

Ralof: Acho que esta feito, vamos andando

*barulho de impacto de aço ecoava sobre as paredes de pedra, prontamente os Ralof e Kjetill se dirigem para onde o ruído esta vindo, uma mulher nórdica se defendia de um golpe de espada imperial, enquanto um nórdico calvo de meia idade tentava cuidar do segundo guerreiro Imperial enquanto ao mesmo tempo tentava desviar das magias de outro imperial que o lançava esferas em chamas, como se não bastasse o inferno lá fora. Ralof pega o mago distraído e o assassina com uma machadada na nuca, quase o decapitando, já Kjetil pega o outro soldado pelas costas e imobiliza segurando em seus braços, fazendo o nórdico de meia idade cortar o pescoço do homem em um sutil corte com sua longa espada, Kjetil escuta o barulho abafado e engasgado da voz do homem tentando gritar em meio ao sangue que escorre do pescoço, o grande nórdico decide levantar o corpo do agonizante soldado e o joga para traz com toda a força apoiando seu braço direito sobre o peito dele, o fazendo bater violentamente de costas no chão, como um conhecido Full Nelson Slam. Já a soldado Nordica aproveita a distração do soldado do qual ela batalhava escrava sua machadinha entre a clavícula e o pescoço do seu adversário e chutando seu peito, no puxão o sangue bate em sua roupa e ela ela presencia em meio a seu ofegar cansado seu adversário falecendo. *


Ralof: Vocês estão bem? 

A soldado feminina: Por um pouco mais estaríamos fazendo parte desse cenário grotesco. 

O soldado de meia idade: Os desgraçados parecem multiplicar como água

Ralof: Pelas barbas de Shor, isso é um salão da morte.





*Havia grades penduradas com um preso já cadavérico e outro parece que há falecido a alguns dias, seu corpo estava apresentando sinais de putrefação, com o rosto em uma coloração esverdeada e com a boca cheia de pequenas bolas de pus e negras, com moscas cutucando em busca de alimento, nas celas ao solo, uma se destaca com um homem também apresentando quase o mesmo estado de putrefação vestia uma túnica de mago e nela um livro, algumas moesas sobre suas mãos e uma garrafa pequena e avermelhada, podendo ser uma poção* 

Kjetill: Eles estão como cães atrás de nós, desgraçados parecem igualmente persistentes quanto a besta alada que continua a destruir tudo. 

Ralof: Singun, você viu o Jarl Ulfric passar por aqui? eu entrei na fortaleza com Kjetill, mas eu não cogitei saber se o Jarl está bem. 

Singun: Eu não sei dizer Ralof, mas duvido muito que ele tenha passado por aqui, pois como Kalf disse, os soldados de Tullius parecem estar por toda a parte.

Kalf: Escutem, vamos ir andando, não vamos desenvolver nada estando parados aqui, mas seremos cautelosos. 






Ralof: Kjetill, vê se consegue encontrar algo de útil dentro dessas grades de prisão

Kjetill cuidadosamente investiga, e percebe que há um balcão com algumas gazuas sobre o topo da bancada e decide usa-las para tentar tirar o livro, as moedas e a poção. ele não precisa de muito tempo para arromba-la*

Ralof: Vejo que há muita pratica nesses dedos hein. 

Kjetill: Havia um pequeno homem rápido com os os dedos com o terrível mal em xeretar bolsos alheios, nesse sentido eu não me orgulho em ter aprendido isso, porém eu não sou burro em negar que as vezes é bastante util.



*Os quatro guerreiros e talvez temporários parceiros de fuga se dirigem ao lado oposto que Kjetill e Ralof vieram, e começam ouvir um som de arrua corrente entre as rochas e poucas falas abafadas, indicando ser inimigos. o clima já estava mais úmido, refrescante, o que fazia todos se sentirem mais confortáveis, o calor das línguas de fogo do terrível monstro já estavam começando a ficar para trás. Como se uma caverna abrisse inteiramente na frente deles revelando que além do que parecia ser daquela fortaleza, entrava a beleza de uma rocha gigantesca aberta como se fosse apenas para o quatro poderem passar, e lá estavam três soldados imperiais, um deles sobre uma ponte perto dá cachoeira pequena, um oficial e seu subordinado logo ao lado direito de quem está indo para lá. Eles parecem estar procurando qualquer sinal de vida inimiga para liquida-la, mas com o agravante de que o som das águas invadem qualquer tipo de estratégia que possam ter. Oportunidade perfeita para os quatro fugitivos, que abaixados vão passando pelo homem perto da ponte de pedra enquanto levantavam-se para atacar com força o oficial Imperial e seu subordinado, enquanto o soldado da ponte tenta entender a situação, sem sucesso tenta erguer seu arco armando sua flecha de madeira para tombar um dos 3 homens que estavam a atacar seus companheiros, novamente Kjetill como um búfalo furioso está correndo e a ultima imagem que o soldado desatento vê, é Kjetill socando seu rosto de pele negra com a mão esquerda em seu dorso, e com o machado fazendo o soldado dar alguns passos para trás, seu arco e flechas caem para longe, enquanto Kjetil na inercia da corrida derruba o soldado nas pedras da ponte e bate violentamente seu machado inúmeras vezes sobre o rosto, peito e pescoço com muita força, a lamina cravava e saia, fazendo o aço raspar e fazer um som arranhado sobre o osso, e o sangue batia mais no peito e rosto de Kjetil. 



*Kjetill e Kalf vão com tudo em direção ao oficial, Kalf já armado com sua espada de duas mãos enquanto Ralof já estã batendo com as costas do machado no rosto do oficial do oficial para logo atrás Kalf com a espada pesada levantada na altura dos céus em um só golpe bater entre o pescoço e clavicula e também pegando o fio dela sobre parte do peito do oficial, rachando sua armadura e arrancando dele um grito atordoante e ecoado de dor. Já Singun com sua machadinha bate coom força sobre o peito e a barriga segurando o soldado pelo braço e puxando para que caia de costas para cima e ela aproveitar e enfiar sua machadinha algumas vezes com força e rapidez, o matando instantaneamente* 

Singun: Ralof, você pode ir, parece que não há mais soldados imperiais para nos preocuparmos, Kalf e eu ficaremos e esperaremos nosso Jal caso ele passe por aqui.

Ralof: Certo, que Talos guie vocês meus irmãos. 

Kalf: A todos nós irmão. 

*Kjetill apenas balençou a sua mão desocupada como um aceno, indicando um a´te logo, ele reflete sobre como apenas da árdua batalha, aqueles três soldados eram tão companheiros e se tratavam tão bem, não se sabe se todo o exercito costuma ser assim, mas com toda a certeza o Stormcloak parecia ser o tempo todo*

*Ao sair de perto daquele local, uma pequena escadaria de pedras levava a uma ponte suspensa, uma alavanca é ativada e ela desce, só da tempo deles a atravessarem, e um novo porém pequeno tremor acontece, faz pedras soltas trancarem a passagem da volta, desesperando Kjetill*




Kjetill: Ralof, os outros...

Ralof: Não se preocupe amigo, eles são guerreiros de muita experiência, eles vão saber se virar, vamos andando, antes que mais um desses aconteça e nos faça um grande estrago

*Sobre seus pés água cristalina descia entre as pedras, suas botas pisavam firme em um rápido correr, os olhos dos dois lutadores estavam pesados, seus braços bastante cansados, mas a chama da fuga os motivava, pouco a pouco a caverna parecia se abrir ainda mais, seguindo o fluxo da água, a saida parecia proxima, eles podiam sentir.

Ralof: Vamos camarada, eu sinto cheio de liberdade... E quando ela chegar, eu te pago uma garrafa do melhor hidromel de Riverwood

Kjetill: Riverwood? 

Ralof: Um nordico não conhece tão bela vila? Rapaz, você só conheceu mato e gelo em sua terra? É o melhor lugar para se viver. 

Kjetill: Parece ser belo mesmo, eu preciso de algo bonito para admirar quando eu sentir que isso tudo vai acabar. 

Ralof: Isso é impossível, ainda não acabou e eu continuo aqui para ser admirado, mas não por você 

*Entre respiradas ofegantes, uma risada do cansaço saia do rosto dos dois homens que acabara de conhecer um ao outro, mas que conversavam com tamanha intimidade*




*No final do ciclo daquela água, ela fugia para um espaço entre as pedras que era humanamente impossivel alguém passar, então ao lado direito havia um corredor de terra entre as rochas, e eles decidiram seguir aquele caminho. só que eles que seguir e dobrar a esquerda, viram um quinteto furioso de aranhas gigantes vagarosamente caminhavam em suas direções duas muito grandes e outras de tamanho pequeno para os padrões delas tinham pernas cheias de espinhos e sua boca como pinças cheias de veneno e vontade de destroçar aqueles homens podia amedrontar qualquer um, engolir o medo era preciso*

Ralof: Odeio Aranhas Gigantes, tem olhos demais...

*Ao terminar a frase, ambos se olharam e o medo foi deixado de lado, empunhando seus machados torciam para elas não cuspissem seus venenos ácidos e com golpes pesados arrebentavam suas cabeças, o machado quebrava sua ossada que parecia uma casca gosmenta e nojenta, esverdeada e grossa, uma a uma foram tombando mortas. -Morre demônio - gritava Kjetill*



*Só aquela luta já parecia esgotar qualquer ser por mais bem preparado para a luta estivesse, somado a tudo que já aconteceu só fazia o corpo funcionar de maneira automática, pois no intencional certamente ele cairia ao lado das aranhas já mortas. porém era preciso continuar e juntar forças era preciso. para buscar o caminho para o lar de Ralof, e para qualquer buraco que Kjetill pudesse cair cansado* 

*Kjetill acompanha Ralof até o final daquele lugar e viu um outro corredor com pequenas crateras nascentes de limpa água estavam se fazendo presente, porém ali estava um urso que aparentava dormir. Ralof cutucou Kjetill com calma e sussurrou -Venha calmo-



- Fique aqui - Disse Kjetil que esqueirando-se entre uma rocha e outra usando as sombras com sua camuflagem pouco a pouco caminhava em direção ao enorme urso, com um olhar fixo a cada movimento do animal sua lembrança o leva as caçadas que ele tinha feito não só com sua antiga tribo, como ao tentar não morrer de fome durante toda a sua vida fora da aldeia skaal. brandindo seu machado, ele o segurava com todas as forças que conseguia, e ao chegar perto o urso ouve seu pé de kjetill pisando sobre uma pedra solta e levanta-se de quatro patas e vira-se para o grande nórdico e ruge tentando intimida-lo, a machadada era desferida com força no crâneo do urso que sentiu o duro golpe e empinou batendo com suas patas dianteiras no peito de Kjetil, para que a fera ficasse de pé, mas quando seu cérebro entendeu que foi atingido por uma navalha mais resistente, sangue de seus olhos, boca e nariz dele saiam e ao mesmo tempo que ereto ficou, pesadamente ele caiu* 




*Kjetil nesse tempo tinha caído de bunda no chão, e com raiva ficou, usou soas mãos as apoiando no chão conseguiu levantar, para retirar seu machado do crâneo do urso que ainda lutava pela vida, para novamente desferir golpes sobre o focinho, pescoço, crâneo novamente e o sangue do quase finado bicho, misturou-se com o sangue dos soldados vitimados, seu ultimo golpe não acertou o urso, o fazendo acertar o vento e cair sentado de costas juntas ao urso agora morto, seu rosto cansado olhava para Ralof que chegava rapidamente*

Ralof: Você esta bem? 

Kjetill: Já fui melhor nisso meu amigo, acredite. 

Ralof: Ora vamos, não é hora de exibição, embora tenha me impressionado, vem, vamos continuar 

Ralof estende sua mão para que Kjetill possa segurar firmemente e assim ser puxado para novamente ficar completamente de pé, pegando seu machado ele tenta recomeçar a andar com o mesmo ritmo de antes, mas há uma pequena distancia entre ele e Ralof* 

Ralof: A saída está perto amigo, aguente firme. 



*Parece que o urso era o ultimo guardião para tão sonhada liberdade, as rochas que antes pareciam ser escuras com um fechar eterno de olhos, de repente se viram claras sendo tocadas pelo clarão do dia, mesmo dando para ver que o céu ainda nublado, a luz beijava o rosto dos cansados fugitivos das garras da morte*

Ralof: Isso parece uma saída. Sim! Isso é uma saída, rápido amigo, falta pouco. Há! eu sabia que ela estava perto*

*Os dois homens saiam entre a rocha aberta, e a luz envolveu seus corpos cansados fazendo seus olhos semifecharem devido a forte luz que suas cabeças estavam entendendo que era. 



*Novamente a possivel paz se viu envolto de um trovão em forma do rugido que ecoava pelos céus, e mais uma vez como o pressagio da morte o dragão negro de couraça avermelhada sobrevoava os céus como um soberano rei indo comemorar em seu castelo seu trinfo sobre suas presas esmagadas por sua força e ira*

Ralof: Cuidado, abaixe-se! 

*Ambos encontraram abrigo em uma rocha que perto deles estava, o dragão por sorte não os avistou, pois estava voando soberanamente dando um toque ao nublado seu com sua coloração obscura e amedrontadora, como um Deus punidor do dia horrendo que estava nascendo sobre nossos corpos mortos andantes*






Ralof: Lá vai ele. Parece que dessa vez ele se foi para sempre.
Não há forma de saber se alguém conseguiu sair vivo. Mas este lugar vai estar repleto de Imperiais em breve. É melhor sairmos daqui. 

Bom, normalmente eu diria para nos separarmos a partir de agora, mas eu acho que depois de hoje, posso dizer que faz parte de grandes pessoas que tive a honra de conhecer. Por isso vendo que tanto eu como você estamos mortalmente esgotados, ofereço um descanso na casa de minha irmã Gerdur. Ela é dona de uma Serraria, descendo a estrada. Tenho certeza que ela irá ajudar. Isso é um convite e também um presente pois muito provavelmente eu não sobreviveria hoje sem sua valorosa ajuda. 



Ralof: Acho que você deveria ir comigo para Windhelm e se juntar a luta pela liberdade de Skyrim. Você viu a verdadeira face do Império nesse dia, e o que eles fazem quando há donos apertando suas correntes. 

Se tem alguém que sabe o que significa o reaparecimento dos dragões. esse alguém é Ulfric. 






*Kjetil anda ao lado do que parece ser seu novo e bom amigo, pensando em suas amistosas palavras, enquanto o ar puro, o vento fresco e o barulho da incrível e deslumbrante cachoeira invvade seus ouvidos, ele reflete*

Antes estava sendo condenado por algo que não sabia ou não lembrada do que era, depois de tudo esse homem me convida para sua casa, onde sua família me acolherá, ele só sabe que sou um skaal, e não uma maldição, e seu olhar demonstra não se importar caso soubesse, ele me salvou tantas vezes que não consigo ter lembrança de qual o numero exato, e depois de tudo eu acredito que esse seu convite a participar de sua luta só me fez perceber que se existe uma guerra acontecendo em skyrim, e se todo o soldado desse Jarl Ulfric for como uma família, onde há uma forte irmandade e amor pelos seus, nesse instante o antes entregue cadáver de Kjetill se torna Kjetill filho da caça. um Stormcloak.